Caso de professor acusado de assediar alunas em Chimoio: Ministério da Educação e Cultura já reagiu

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) reagiu ao caso do professor indiciado de assediar alunas na Escola Secundária Paulo Samuel Khankhomba, na cidade de Chimoio, província de Manica, garantindo que já foram tomadas medidas disciplinares e que o processo foi encaminhado às autoridades competentes para investigação criminal.

Num comunicado divulgado na tarde deste domingo, 25 de Outubro, o Ministério repudiou veementemente os actos atribuídos ao funcionário, identificado como Joaquim Armando Mandofa. Segundo a instituição, foi instaurado um processo disciplinar e o professor encontra-se suspenso preventivamente das suas funções enquanto decorrem os procedimentos necessários para o esclarecimento do caso.

O MEC informou igualmente que o processo foi encaminhado às instâncias competentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e da Procuradoria, para o devido tratamento criminal. A medida visa permitir que os factos sejam investigados pelas autoridades responsáveis.

No comunicado, o Ministério reafirma que não tolera qualquer forma de assédio sexual nas instituições de ensino, defendendo que as escolas devem ser espaços seguros para os alunos, especialmente para as crianças e adolescentes. A instituição garante ainda que não irá proteger funcionários envolvidos em práticas desta natureza e que actuará de acordo com a gravidade dos factos apurados.

O caso ganhou grande repercussão depois da divulgação de um vídeo gravado por uma aluna, que alegadamente mostra o professor a praticar actos de assédio dentro da secretaria da escola. As imagens provocaram indignação e reacenderam o debate sobre a protecção das alunas no ambiente escolar.

Perante a situação, o MEC apelou às possíveis vítimas, aos pais e aos encarregados de educação para denunciarem outros casos através da linha verde ou junto das direcções provinciais, de modo a permitir que situações semelhantes sejam identificadas e devidamente tratadas.

O caso continua sob investigação, devendo as autoridades competentes apurar as circunstâncias e determinar as responsabilidades legais, respeitando os procedimentos aplicáveis.

Na sua opinião, que medidas devem ser tomadas para proteger as alunas e responsabilizar professores que pratiquem assédio sexual nas escolas?
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